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Seven

Seven é uma obra que pretende alertar para vários problemas atuais e globais. Para tal serve-se dos sete pecados mortais, fazendo um paralelo destes com os sete pecados modernos sociais: tráfego de drogas, violação dos direitos humanas, riqueza obscena, experimentações científicas imorais, destruição do ambiente e a manipulação genética.

Estes últimos foram conhecidos em 2008 após uma publicação, no jornal do Vaticano, de uma entrevista com o Monsignor Gianfranco Girotti. Estes não substituem os anteriores, mas tentam dar resposta aos efeitos do processo de globalização. Assim através dos pecados mortais, universalmente conhecidos, deseja-se dar a conhecer os modernos, com a associação de um moderno a um antigo.

Há um elemento central que é o círculo, o sinal supremo da perfeição que faz a oposição à imperfeição dos pecados. Toda a obra é composta por binómios: novo/velho, preto/branco, imagem parada/imagem em movimento, luz/som, tecnologia arcaicas/recentes, orgânico/artificial, e muitos mais. Estes pares de opostos complementam-se.

Existe também uma preocupação com a imersividade da obra, pretende-se que o participante consiga concentrar-se apenas na obra, naquele momento específico. O uso das luzes contribui para um efeito hipnotizante, assim como o som pretende ser um mantra. Por ultimo, a obra só se finaliza se o espectador participar e utilizar o seu próprio telemóvel para ver o vídeo que lhe desvenda o pecado moderno em AR. A utilização da visão mediada constitui o último binómio (direto/indireto).

Joana Braguez é licenciada em Artes Digitais e Multimédia (2008), na ESAD, Matosinhos, de seguida completou o Mestrado em Ensino de Artes Visuais (2010) na Universidade de Aveiro e finalizou em 2017 o Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

Designer freelancer desde 2008; docente na área de artes visuais e multimédia na Escola Secundária de Viriato e na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu e na Escola Superior de Tecnologia e Gestão da Guarda.

Nasceu e vive em Viseu.

Desde 2014 tem vindo a investigar os conceitos sublime e vazio, a sua ligação ao sagrado e a diferentes religiões e como são representados na arte. Recentemente surgiu um interesse pela arte social e uma vontade de unir ambos.